O dia no hospital foi tenso. A todo custo eu procurava não demonstrar nenhum problema, e muito menos a dor no braço, que ainda persistia. Ninguém mais andava engolindo as minhas constantes quedas e acidentes.

Meio paranóico, eu pensava o tempo todo que falavam de mim e da minha situação doméstica, o que me d eixava bastante envergonhado.

Imagina então vir a tona chegar a ser cuspido na cara? Era muita humilhação, mas eu não via saída.

Mais do que nunca eu tinha certeza da minha impotência diante da arrogância do meu parceiro.

Na volta, o taxista novamente. O mulato tinha ficado desaparecido o dia inteiro, o que estava me enchendo de apreensão. Será que ele ainda estava irritado?

Ameaçar de chamar a polícia realmente não tinha sido o meu melhor momento e temia ainda mais represálias.

Ao chegar em casa, a surpresa. O garotão estava lá, numa tranquilidade que não via há muito tempo, simplesmente jogando no computador, como fazia antigamente.

Instintivamente baixei os olhos, evitando encará-lo, quando ele se levantou da cadeira e veio caminhando ao meu encontro, com o andar gingado de malandro.

Com o canto dos olhos percebi que ele sorria, amistoso, e senti um pouco de alívio. Já cara a cara comigo, ele me pegou com força, pela bunda, me puxando ao seu encontro, enquan to na ponta dos pés alcançava a minha boca, para um beijo suave:

- Saudade do meu doc gostosão...

- Sua voz era rouca e quente, sussurrando no meu ouvido.

Permaneci estático, tentando demonstrar que não estava satisfeito com os últimos acontecimentos, porém sem me atrever a verbalizar isso.

Quando a mão forte foi dar um aperto carinhoso no meu braço, instintivamente me encolhi, com um gemido. Notei que o semblante de Denilson mudou, mas não para raiva ou ameaça.

Seus olhos ficaram triste, e ele se afastou um pouco de mim:

- Puxa vida doc, por que você faz isso? Já cansei de falar que morro de medo de te machucar, pra que você fica sempre me provocando?

Incrível! Mais uma vez ele transferia para mim a culpa de ter apanhado. Não havia fingimento na sua demonstração de arrependimento pelo acontecido, mas a sua avaliação continuava a mesma. Sempre era ele a "vitima", obrigado a fazer o que não queria e se entristecendo depois com isso.

Temeroso, preferi não discutir e tentar mudar o assunto, perguntando casualmente, mas mantendo a postura de magoado:

- Já lanchou Dê? Quer que eu prepare alguma coisa pra você?

- Porra doc, não faz assim... - Felizmente ele mantinha a calma, mesmo deixando clara a sua contrariedade.

- Me perdoa gostoso, eu já te perdoei, e a única coisa que eu quero comer agora é você...

- A fala foi finalizada com um risinho sacana e um dedo forçando meu cu sobre a calça. Ele me perdoou? Tudo bem que eu tinha jogado pesado com a história de polícia, mas era ele que tinha que me perdoar por quase quebrar meu braço e cuspir na minha cara? Mesmo que eu tentasse não conseguiria me portar normalmente, como se nada tivesse acontecido. De cabeça baixa, me limitei a responder:

- Estou um pouco cansado Dê, se você não quer comer, e não se importar, preferia ir dormir...

- Ah, mas eu me importo sim viado. - Não havia ameaça em sua voz, pelo contrário, o tom era brincalhão.

Correndo até a mesa do computador, ele voltou com uma caixa, e um olhar super safado:

- Comprei pra você, e quero ver usando agora meu bundudo.

- A mão sempre boba de novo me apertou as nádegas.

Recebi o presente com um frio na barriga. A caixa elegante trazia a logomarca de uma conhecida, e cara, marca de roupas íntimas.

Temi que fosse algo como uma calcinha, ou camisolinha... Tudo bem que eu não tinha exatamente o comportamento de um machão e que, a partir da convivência com a extrema virilidade do meu parceiro, fui me tornando um pouco mais efeminado.

Também era inegável que, na cama, meus gemidos eram delicados e os gritinhos meio fininhos, além das poses lânguidas que eu fazia para agradar meu homem.

Agora, daí a me vestir de mulher? Isso era uma coisa que não me excitava em nada.

Felizmente não era nada disso. Dentro da caixa, envolta em papel de seda, estava uma bela cueca, semelhante a um shortinho de malha, com elástico largo na cintura.

- Escolhi preta pro meu bran quinho ficar ainda mais gostoso.

- O hálito do mulato no meu ouvido me fazia arrepiar.

- Toma um banho e veste doc, veste pra eu ter o prazer de tirar...

A essas alturas eu já não aguentava mais de tesão. Não tinha como evitar, a pegada do moleque era poderosa e eu já me via derreter em seus braços.

Aos atropelos seguimos para a suíte, sem desgrudar os lábios por um segundo.

Tirando minha roupa na velocidade costumeira, Denilson me conduziu, todo cuidadoso, para o box, onde senti os jatos de água morna correndo pelo corpo.

Mantendo as mãos o tempo todo em mim, o garotão nem se importou de molhar a bermuda que usava, até retirá-la puxando com os pés e me colocar de joelhos, frente a frente com o pau moreno que chegava a bater na barriga de tão duro e empinado.

Depois de penetrar a minha boca, urrou feito um animal, lançando jatos de porra grossa, mantendo meus lábios junto aos pentelhos para que não escapasse uma única gota.

Precisei fazer um esforço brutal para, m esmo sufocado, conseguir engolir a enorme quantidade de esperma que batia em minha garganta, enquanto o via me encarar, olhando de cima pra baixo, com o conhecido sorriso de canto de boca:

- Acaba seu banho que te espero na cama doc, a gente tá só começando a noite.

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Autor: Augusto Treppi
E-mail - augustotreppi@gmail.com
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FONTE - Conto enviado pelo internauta.