Alguns mitos sobre bissexualidade são propagados entre as pessoas homossexuais e não correspondem a realidade.

Mitos são fatos exagerados pela imaginação popular e pela tradição. É uma forma de pensamento oposta a do pensamento lógico e científico. Vamos tratar de quatro mitos sobre bissexualidade.


1- O mito mais comum, é que existe uma grande quantidade de homens que são bissexuais, a maioria enrustidos. Daí aparece uma expressão que ouvimos de vez em quanto de que; o mundo é gay! Pura imaginação. Na realidade a bissexualidade é uma orientação sexual muito pouco comum. As estimativas estatísticas dos estudiosos da sexualidade, não comprovadas cientificamente, é que a prevalência desta orientação junto as populações parece ser menor que 2%.


2- O bissexual sente atração sexual igual por homem e mulher! O que podemos observar na realidade é que o homem bissexual se sente atraído pelos dois sexos, só que há uma inclinação maior em termos de freqüência de relação sexual por um dos sexos. Parece que a inclinação maior é por mulheres.


3- Nas populações carcerárias existe uma maior incidência de homens gays e bissexuais! Este mito não corresponde a realidade. Nas prisões como os homens héteros são privados de sexo, eles mantém relações sexuais com outros homens, gays ou não, para aliviar à tensão provocada pela privação de sexo. Estas relações se caracterizam pelo sexo ativo puramente genitalizado: introdução do pênis no ânus para obter o orgasmo. Não existe um envolvimento emocional nestas relações. Quando estes homens são libertados, fazem exclusivamente sexo hétero. Como nas prisões existem, também, homens gays surgem relações homossexuais com forte conteúdo emocional. Mas, é uma exceção.


4- Homem bissexual só faz sexo ativo! Não necessariamente, pode fazer sexo passivo. O homem bissexual, via de regra, ou é casado com uma mulher ou mantém algum tipo de relação com uma mulher. O seu cérebro foi moldado com o modelo de relação heterossexual, onde o homem tem que ser dominador e ativo nas relações. Ele leva este modelo machista para as suas relações homossexuais, preferindo fazer o sexo ativo.


O homem bissexual vive a ambigüidade de gostar da vulva e do pênis para se excitar sexualmente. A mesma ambigüidade é vivenciada pela pessoa travesti em transforma seu corpo o mais próximo possível de um corpo feminino, para se sentir atraente e se excitar sexualmente, ao mesmo tempo que gosta e utiliza o seu pênis nas relações sexuais. Esta ambigüidade aproxima o bissexual do travesti: um ser que contém elementos femininos - seios, vestes etc. - e elemento masculino - o pênis. Muitos clientes dos travestis são bissexuais, pois estes encontram neles elementos necessários para sua excitação sexual: seios, formas femininas, pênis etc.


Alguns homens bissexuais, são homofóbicos, não gostam de gay efeminado, não freqüentam ambientes gays e publicamente desqualificam a pessoa homossexual. É uma forma deles se protegerem contra a discriminação que existe na sociedade.


Muitas vezes, eles não assumem sua bissexualidade. Para negar seu desejo homossexual eles preferem se colocar na posição de moderno, "comedor" ou liberal.


E recentemente, com esta nova onda mercadológico de homem metrossexual, muitos jovens gays e bissexuais de classe média alta das metrópoles passam a assumir esta sigla como anteparo para não dar visibilidade a sua verdadeira orientação sexual.



Fonte: http://mapha25.sites.uol.com.br/flash-bissexualidade.htm